Define-se o hirsutismo (também chamado de frazonismo) como a presença de pelos terminais na mulher, em regiões anatômicas consideradas características do sexo masculino.
Habitualmente, os pelos recebem duas classificações: velus ou terminais. O primeiro consiste em pelos mais finos e não pigmentados, enquanto que o segundo são definidos como pelos espessos e pigmentados, que podem ser hormônio-dependentes, encontrados no rosto, tórax, região suprapúbica e raiz das coxas.
Esta condição resulta da ação de hormônios andrógenos circulantes na corrente sanguínea, levando a estimulação da unidade folículo-sebácea fazendo com que os pelos cresçam pigmentados, bem como aumento da produção de ácidos graxos saturados (sebo) e aumento do conteúdo de colágeno da pele, facilitando a proliferação de microorganismos cutâneos.
O hirsutismo pode se dividido em três categorias:
Para elucidação da causa do hirsutismo, deve ser realizada anamnese e exame físico detalhados. Alguns exames laboratoriais também são úteis na pesquisa da causa do hirsutismo, como é o caso da dosagem de testosterona sérica, andostenediona, deidroepiandrosterona (DHEA), sulfato de deidroepiandrosterona (DHEA-S), hormônio folículo estimulante (FSH), hormônio luteinizante (LH), prolactina e cortisol. Exames de imagem, como a ultra-sonografia e a tomografia computadorizada, também são úteis quando há a necessidade da exclusão de tumores.
A resposta do tratamento ao hirsutismo é demorada, uma vez que ela depende do ciclo de crescimento do pelo. Procedimentos cosméticos podem ser utilizados em associação com o tratamento hormonal, sendo que a terapia medicamentosa irá inibir o crescimento dos pelos, mas não fará cair àqueles já existentes.
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hirsutismo
http://www.medcenter.com/medscape/content.aspx?id=1405&langtype=1046
http://www.projetodiretrizes.org.br/5_volume/26-Hirsutismo.pdf