A espasticidade é definida como o aumento do tônus muscular, envolvendo hipertonia e hiperreflexia, durante a contração muscular, resultante de uma desordem neurológica.
São diversas as causas de espasticidade, sendo as mais frequentes: acidente vascular cerebral, traumatismo cranioencefálico, traumatismo raquimedular em adultos e paralisia cerebral em crianças.
Esta condição leva à incapacitação de seu portador, uma vez que dificulta o seu posicionamento confortável, afetando as atividades cotidianas, como locomoção, alimentação e cuidados de higiene. Quando a espasticidade não é tratada pode evoluir para rigidez, contraturas, luxações e deformidades.
O diagnóstico é essencialmente clínico. Durante o exame físico, o médico gradua o tônus muscular de acordo com a Escala de Ashworth Modificada, que vai de 0 a 4:
O tratamento engloba diferentes terapias. A fisioterapia é auxilia no alívio dos sintomas, retarda a evolução do quadro, melhora a coordenação motora, Também pode ser utilizada estimulação elétrica funcional, que auxilia na melhora dos casos brandos e moderados. A terapia ocupacional também pode trazer muitos benefícios ao paciente. Fármacos podem ser utilizados no tratamento, como benzodiazepínicos e antiespasmódicos. Injeções de fenol também são úteis, pois são capazes de desmielinizar os neurônios sem afetar o tudo endoneural, levando à diminuição do tônus muscular. Quando os pacientes não respondem aos tratamentos anteriores, injeções de toxina botulínica podem ser feitas, objetivando bloquear a liberação de acetilcolina na terminação dos neurônios, resultando em paresia muscular.
Fontes:
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/pcdt_espasticidade_livro_2010.pdf
http://pt.wikipedia.org/wiki/Espasticidade
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-282X1998000500025